Você é um “dono” responsável? A superpopulação de cães e gatos soltos pelas ruas, muitos em estado lastimável, é resultado do descaso de pessoas que não tiveram o cuidado mínimo com seus animais e os trataram como objetos descartáveis. O poodle ao lado é um exemplo do que é posse irresponsável. Depois de perambular pelas ruas sofrendo as conseqüências da sarna que o deixou em carne viva, pondo em risco humanos e outros animais, foi resgatado pela Faros d’Ajuda e levado ao abrigo. O estado da doença era muito avançado e não conseguimos salvá-lo. Infelizmente, este é um exemplo diário na Faros d’Ajuda e em todas as associações de proteção. | |
Quem tem um animal de estimação tem um compromisso consigo e com a sociedade A responsabilidade com os animais não se restringe a dar comida, água e abrigo. Há que se cuidar também de sua saúde e das vacinas e não permitir que sofra ou cause danos a terceiros O compromisso é pessoal, entre o dono e o animal, e também civil. Quando alguém se dá conta de que o lindo filhote cresceu demais e está destruindo o jardim não pode simplesmente despejá-lo, livrando-se do “problema” e transferindo-o para a sociedade. Se não puder continuar com o animal tem a obrigação de encontrar um novo lar para ele. | |
Alimentação, higiene e abrigo A realidade sócio-econômica do país não permite que as camadas mais baixas da população ofereçam ração balanceada aos seus animais. Não importa qual seja o tipo de alimentação, o importante é oferecer água e comida limpas diariamente, sempre utilizando vasilhas limpas. Banhos periódicos são necessários, assim como a limpeza do local onde o animal dorme ou circula, mantendo-o livre de fezes, urina, restos de comida e moscas. Esteja atento ao aparecimento de pulgas, carrapatos e sarnas, que deverão ser combatidos com produtos específicos. Algumas receitas caseiras, além de não surtirem efeito, podem intoxicar o animal. O animal não pode ficar exposto ao sol, chuva e frio sem ter onde se proteger. |  |
Saúde e liberdade de movimento Cuide da saúde física do seu animal de estimação. É importante para ele e para você. Mantenha-o vacinado e vermifugado. Sempre que precisar, leve-o ao veterinário. Os animais precisam de espaço. Mantê-lo confinado em locais que dificultem a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz, ou ainda, acorrentados 24 horas do dia sem que possa se movimentar ou procurar abrigo são considerados maus tratos (art. 3 do Decreto 24.645). Leve-o para passear sempre que puder e faça dessa atividade um prazer. Use coleira, guia e focinheira, se for o caso. E não esqueça de recolher a sujeira. Respeite o ambiente e a segurança dos outros. |  |
Controle da natalidade Se você tem um animal de estimação seu dever é mantê-lo em casa. Animais criados nas ruas têm mais chances de adoecer, serem atropelados, se procriarem de forma indiscriminada e brigarem por fêmeas. Na maioria das vezes, os proprietários não têm condições de ficar com os filhotes e acabam deixando-os nas ruas, em caixinhas de papelão, muitas vezes sem esperar pelo desmame. A castração de machos e fêmeas é a forma mais eficaz para controlar a superpopulação de cães e gatos e deve ser realizada por um médico veterinário. Além de impedir a reprodução, traz outras vantagens: · As fêmeas não entram mais no cio e ficam livres do risco de câncer de ovário, útero e mama; · Os machos param de marcar território com a urina e não brigam com outros para disputar a fêmea. |  |
Segurança para todos Criar um animal para ser agressivo é uma irresponsabilidade. Muitos ataques são fatais levando também ao sacrifício do animal que não se ajusta ao convívio social. Leve seu animal de estimação para passear sempre que puder e faça dessa atividade um prazer. Use coleira, guia e focinheira, se for o caso. E não esqueça de recolher a sujeira. Respeite o ambiente e a segurança dos outros. |  |